CARPE DIEM

terça-feira, 29 de setembro de 2020

ENQUANTO AS ESCOLAS NÃO RETOMAM AS ATIVIDADES: brincadeiras para manter as crianças entretidas por horas em casa

     Ahhhh brincadeiras! Tem o poder de manter as crianças entretidas por horas! Elas são divididas em diferentes partes para que os pequenos possam curti-las por mais tempo e não ficarem entendiados nesse período de quarentena.

 (Foto: Westend61/Getty Images/Bebê.com.br)

Com as crianças em casa, tem sido necessário muito jogo de cintura para entretê-las. Junto com a tentativa de manter alguns horários básicos e fazer as atividades que algumas escolas tem passado para os pais, há também os momentos de muita brincadeira para gastar energia e não deixá-los entediados.

Só que mesmo usando todos os recursos em mãos para não perder a criatividade, uma hora ela esgota. O que fazer? Buscar aquela ajudinha na internet.

Separamos seis brincadeiras que têm um ‘quê’ diferente: elas são desdobradas em diferentes etapas para que as crianças fiquem entretidas por um período maior.

Confira:

Chame as crianças para cozinhar

  • Quais os ingredientes: Para convidar os pequenos para o processo de preparar uma comida gostosa, é importante ter em mente que não estamos falando de deixá-los usar objetos cortantes – essa parte fica para os adultos. Entretanto, a criançada poderá colocar em prática outras funções. A primeira delas é ajudar a separar os ingredientes das receitas. Nesse momento, os pais podem ir contando para os filhos o que é cada um deles e, para os maiores, vale até mesmo pedir que relembrem de outras comidas que têm o item.

·         Lavar e misturar: Depois de ter tudo em mãos, é hora de trabalhar a coordenação motora fina. Se o prato envolver legumes, as crianças podem se divertir com a água ao lavá-los. Se for uma receita apenas com ingredientes secos, pais e filhos podem fazer a medição juntos (a matemática do futuro agradece) e depois misturá-los.

  • Colocar a mesa: Caso o preparo da comida envolva usar o fogão, essa parte também deve ficar para os adultos. Mas a ajuda dos pequenos pode ser direcionada para a limpeza da cozinha e preparo da mesa. Eles podem separar os talheres, pratos e copos, além de usar a criatividade para dispô-los sobre móvel. Pode ser que a arrumação não fique perfeita, mas o quentinho no coração de perceber o quanto eles são capazes é garantido.

Bailinho em casa

  • Com que roupa eu vou? – A primeira dica é fazer uma baladinha em casa, com direito a todo mundo bem arrumado. Vale perguntar para o pequeno o que ele gostaria de usar e vesti-lo com as peças escolhidas. Se houver itens de decoração guardados, principalmente bexigas, usá-los pode ajudar a família a entrar ainda mais no clima.
  • Karaokê:  Hora de dar o play! Quando o assunto é música, o leque de brincadeiras fica ainda maior. Karaokê pode ser uma opção em que a diversão está garantida. Canais no YouTube disponibilizam vídeos em que há apenas a melodia de fundo, enquanto a letra passa no visor da televisão, e todos podem cantar juntos. Aqui, não é hora de se preocupar em acertar tom ou escrita, é só curtir.
  • Aprenda a tocar um instrumento: Vale muito apresentar o universo musical para os filhos. Além de despertar sentimentos e sentidos mais nobres no ser humano ainda poderá se tornar mais uma ferramenta pedagógica.

  • Microfone original: Caso vocês não tenham nenhum microfone de brincadeira, encapar uma escova de cabelo ou ainda o controle remoto da televisão pode ser uma opção divertida. É só tirar as cartolinas ou papéis sulfite do armário, contornar o objeto e desenhar por cima. Se a criança ainda quiser fazer um microfone customizado, pode deixá-la fazer a própria arte ali.
  •  Aula de dança: Outra ideia com música é combinar com as crianças que elas proponham uma dança e os pais se tornem os alunos. Isso significa que ele decide quais são os movimentos das danças e todo mundo tem que copiá-lo. Para aproximar a família que está distante, o momento pode ser gravado com o celular ou até mesmo fazê-lo em uma vídeo chamada com vovós e titios. As risadas são garantidas com os adultos tentando ter a flexibilidade tão única dos pequenos!

Circuito pelos cômodos

·         Com almofadas: Como um game virtual, a ideia é montar fases para as crianças brincarem ao longo da casa. A primeiro ideia é a mais popular entre os pais, em que se coloca almofadas no chão para que o pequeno cruze a sala de um lado para o outro pisando em cada uma delas.

·         Túnel de cadeiras: Outra ideia legal é enfileirar cadeiras para formar um túnel em que os pequenos precisam passar. A ida pode ser por baixo e a volta pode ser por cima, engatinhando, para ninguém se machucar.

·         As clássicas: As brincadeiras antigas também ganham um espaço especial nessa ideia. As fases do circuito podem incluir corrida de saco, correr com o ovo na colher e até amarelinha. Caso você não tenha os itens originais em casa, pode adaptá-los. Para a corrida de saco, ele pode ser substituído por um cobertor em que a criança fica de pé no meio e segura as pontas com as mãos – os pais podem ajudar os menores que tiverem dificuldade em prender todo o tecido. Já para a corrida com o ovo, ele pode ser trocado por uma bolinha pequena, desde que ela caiba na colher. E a amarelinha, que na rua é feita de giz ou tinta, pode ser construída com fita crepe em casa. Também, imitando os bichos com a brincadeira “macaco disse” ou “imite o mestre”. Para espaços maiores e quintais, podemos citar: queimada, peteca,  rouba bandeira...

  • E os bebês?: Os pequeninos também podem participar das brincadeiras, mas com um circuito mais simples e que, mesmo assim, vai incentivá-lo enquanto o mantém entretido. Em vez de cadeiras e almofadas, a trilha em casa pode ser montada com cobertores de diferentes cores. A ideia é que os pais fiquem em uma ponta, enquanto incentiva o filho(a) a engatinhar por cima dos tecidos até encontrá-los.
  •  

Pintura com materiais diferentes

 

  • Explorando texturas: Além do papel sulfite, outras superfícies podem ser reutilizadas para serem os quadros de pintura das crianças. Se os pais fizerem parte do time que tem jornais antigos em casa, eles podem ser usados para os filhos verem a cor escolhida misturando-se com o acinzentado das folhas. Vale variar o tipo de pintura, mesclando tinta guache, lápis de cor, giz e outros materiais para a criança ver a diferença das texturas no jornal.
  • Caixa de papelão, oba!: Outra opção queridinha entre os pequenos é o papelão. Pode ser de uma caixa antiga ou até mesmo de pequenos itens de casa, como caixa de leite e de produtos de limpeza. O primeiro passo da brincadeira é recortá-los para, em seguida, usar as tintas que estiverem em mãos para decorá-las. Quem tiver massinhas também pode usá-las para fazer relevos nos desenhos.

  • Misturinha esperta: Outra forma de dar textura nas criações é misturar tinta guache, cola e espuma de barbear. Só a cola já é capaz de fazer com que, ao pintar o desenho, ele fique diferente. Mas com a espuma de barbear, a misturinha parece inchar e ficar fofa ao passar no papel.
  • Carimbos: Os diferentes materiais também podem servir para confeccionar carimbos. Por exemplo, rolos de papel higiênico que já chegaram ao fim podem ter as bordas pintadas para quando a criança encostá-las em uma folha, ela consiga formar círculos. Os brinquedos com texturas também podem ser pintados com tinta guache, que é facilmente dissolvida em água, para carimbá-los em diferentes superfícies.    
  •                                                                                                                          É hora do acampamento!

·         Montar a tenda: Essa brincadeira depende do quanto os pais estão dispostos a mudar os móveis de lugar, porque as opções de como montar uma barraca no meio de casa são muitas. O primeiro passo é decidir se ela será feita com os colchões dos quartos ou as almofadas da sala. Escolhidos, é hora de chamar a criançada para ajudar a carregá-los. Depois de montar o chão, em que todo mundo vai poder rolar a vontade, será necessário pensar em um jeito criativo de fazer o toldo. Cadeiras podem ser arrastadas para ao redor dos colchões, enquanto os lençóis são estendidos por cima. Se a brincadeira acontecer perto do sofá, ele pode servir de apoio para fazer a parte de cima da barraca com tecidos ou até mesmo com um colchão mais leve e que dobre.

·         Piquenique: A ideia do acampamento fica mais divertida se ele servir de cenário para outras atividades. Um piquenique com frutas, sanduíches e outras comidinhas de acampamento podem render um lanche bem lúdico.

·         Cantinho especial: Não precisa desmontar depois que acabar. A tenda pode virar um cantinho de descanso do pequeno, um espaço para ele fazer uma refeição diferente ou, ainda, um lugar para ele encostar e assistir uma série ou um filme favorito.

                                                 Brincar com sombras

  • Historinhas: Depois de cozinhar, pintar e dançar, essa ideia é mais calminha, mas não menos divertida. Em um quarto menos iluminado ou quando já estiver noite, é hora de pegar a luminária para brincar com sombras. Que tal recriar as histórias preferidas das crianças só com sombras?
  • Que brinquedo é esse?: Peça para o pequeno esperar de olhos fechados. Escolha brinquedos favoritos dele e coloque um por um na frente da luminária, de um jeito que ele só consiga ver a sombra. A brincadeira é para ele descobrir qual é o personagem a partir do reflexo. Dependendo da idade da criança, vocês ainda podem inverter as funções.
  • Desenhe o reflexo: Outra sugestão é usar os brinquedos para projetar suas sombras em uma folha de papel. Aí é só o usar o reflexo como base para contornar as sombras e criar desenhos bem bonitos.
  • Olha o clique: E ainda para quem tem aproveitado o momento em casa com os filhos para fazer cliques únicos deles, luz e sombra podem ser um ótimo recurso para brincar com os pequeninos – e quem sabe descobrir um novo talento, né?

 

 


segunda-feira, 15 de junho de 2020

MÚSICA CATIRA DO PASSARINHO

👉Acesse o Link: https://soundcloud.com/hernany-lisardo/catiradopassarinho 👍



Catira do Passarinho (Domínio Público)
Arranjos: Hernany Lisardo 
Produção e Masterização: Hugo Silva
Participação: Canto Coral Vozes do Tijuco Esmeraldas/MG
Edição: Estúdio REC Gerais/ Betim
Dezembro de 2018
Cifra: Principal (viola caipira)
Tom: E
Afinação: Cebolão em E
E
No pé da laranjeira
Tem um ninho de barro
Pode ser do João
B                      E
João-de-Barro
Pode ser do João
B             E
João-de-Barro
E
Sabiá laranjeira
Tem o peito dourado
Voa, canta canção
B                  E
Pros namorados
Voa, canta canção
B                    E
Pros namorados
B                       E
Queria ser passarinho
B                                E
Pra poder olhar pra baixo
A                           E
Ver tudo pequenininho
B                           E
Casa, cavalo e riacho.
CONHEÇA A HISTÓRIA DA CATIRA! 
Catira
Catira ou cateretê é uma dança do folclore brasileiro, em que o ritmo musical é marcado pela batida dos pés e mãos dos dançarinos.
De origem híbrida, com influências indígenas, africanas e europeias, a catira (ou "o catira") tem suas raízes em Goiás, norte de Minas e interior de São Paulo. A coreografia é executada, na maioria das vezes, por homens (boiadeiros e lavradores) e pode ser formada por seis a dez componentes e mais uma dupla de violeiros, que tocam e cantam a moda.
É uma dança típica do interior do Brasil, principalmente na área de influência da cultura caipira (São Paulo, norte do Paraná, Minas Gerais, Goiás e partes do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul).
A coreografia da catira é quase sempre fixa, havendo poucas variações de uma região para outra. Normalmente é apresentada com dois violeiros e dez dançadores.

Origem
A Catira tem sua origem muito discutida. Alguns dizem que veio da África junto com os negros, outros acham que é de origem espanhola, enquanto estudiosos afirmam que é uma mistura com origens africana, espanhola e também portuguesa – já que a viola se originou em Portugal, de onde nos foi trazida pelos jesuítas. A Catira pode também ser chamada de Cateretê. Diversos autores nos contam que a catira (ou cateretê) no Brasil, é conhecida desde os tempos coloniais e que o Padre José de Anchieta, entre os anos de 1563 e 1597, a incluiu nas festas de São Gonçalo, de São João e de Nossa Senhora da Conceição, da qual era devoto. Teria Anchieta composto versos em seu ritmo, considerando-a própria para tais festejos, já quer era dançada somente por homens, fato que se observa, ainda hoje, em grande parte do país. Atualmente, é dançada também por homens e mulheres ou só por mulheres. Catira ou Cateretê é uma dança genuinamente brasileira.

Evolução
A Catira, em algumas regiões, é executada exclusivamente por homens, organizados em duas fileiras opostas. Na extremidade de cada uma delas fica o violeiro que tem à sua frente a sua “segunda”, isto é, outro violeiro ou cantador que o acompanha na cantoria, entoando uma terça abaixo ou acima. O início é dado pelo violeiro que toca o “rasqueado”, toques rítmicos específicos, para os dançarinos fazerem a “escova”, bate-pé, bate-mão, pulos. Prossegue com os cantadores iniciando uma moda viola, com temática variada em estilo narrativo, conforme padrão deste gênero musical autônomo. Os músicos interrompem a cantoria e repetem o rasqueado. Os dançarinos reproduzem o bate-pé, bate-mão e os pulos. Vão alternando a moda e as batidas de pé e mão. O tempo da cantoria é o descanso dos dançarinos, que aguardam a volta do rasqueado.
Acabada a moda, os catireiros fazem uma roda e giram batendo os pés alternados com as mãos: é a figuração da “serra abaixo”, terminando com os dançarinos nos seus lugares iniciais. O Catira encerra com Recortado: as fileiras, encabeçadas pelos músicos, trocam de lugar, fazem meia-volta e retornam ao ponto inicial. Nesse momento, todos cantam uma canção, o “levante”, que varia de grupo para grupo. No encerramento do Recortado os catireiros repetem as batidas de pés, mãos e pulos.
Atualmente, em algumas localidades, mulheres estão participando da catira. 



LIVE EM CASA: CANTE UM CONTO!

Olá! A live desta terça, 16/06/2020
Cante um Conto é um projeto de contação de histórias que através da arte de narrar e cantar também valoriza nosso folclore. Muito mais que distração, a live também será uma atividade fundamental para transmitir conhecimentos e aguçar a curiosidade e a imaginação das crianças. , é especial para as crianças!!!
Para assistir é só clicar no link abaixo às 18h. Ou, se preferir, assista também aqui no Facebook!
Marque nos comentários aquele amigo que está procurando uma atividade pra suas crianças nessa quarentena!😉

quarta-feira, 1 de abril de 2020

WORKSHOP NA CASA DA CULTURA: “Histórias e folguedos nas escolas-Ferramentas para ludicidade”.

PROGRAMAÇÃO DE MARÇO:

O bate-papo, insere-se nas discussões acerca da ludicidade como elemento fundamental para a aprendizagem escolar das crianças, por tomar como pressuposto que a brincadeira e as atividades lúdicas são elementos inerentes ao universo infantil e que podem tornar o processo ensino-aprendizagem mais prazeroso.


quinta-feira, 12 de março de 2020

WORKSHOP: O TREM DA HISTÓRIA


Uma das variações regionais mais conhecidas e famosas por suas peculiaridades é o “dialeto mineiro”. Embora possua um ritmo mais tranquilo (que lembra um pouco a melodia dos dialetos nordestinos), é uma das variações mais rápidas do país, graças a sua característica de emenda de palavras e de omissão das sílabas finais. (Usando uma famosa brincadeira com os mineiros como exemplo, “onde que eu estou?”, soaria como algo parecido com “o’ queu ´tô?”). 
O Termo muito utilizado no vocabulário ou dialeto mineiro é: "trem" e Sugere: Coisa.O debate em questão diz respeito ao termo “trem”. Enquanto o restante do país usa o termo para se referir ao comboio ferroviário, os mineiros o usam para se referir a qualquer coisa, ou seja, os mineiros o usam como sinônimo de “coisa”. Seu uso pode ser ilustrado pela seguinte situação:
 Um casal de mineiros de mudança está esperando o trem na estação com todas as suas malas. Ao avistar o trem, o marido fala: “Mulher, pega os trem que a coisa está chegando” (assim mesmo, sem plural).  Em Minas Gerais o trem serve até de mote para uma boa história. Com a licença poética e a subjetividade em sua melhor forma, o trem da história nada mais é do que o movimento das manifestações populares que nunca saíram dos trilhos. Cada indivíduo ao entrar no vagão da vida, torna-se um sujeito histórico.
Através da subjetividade, os sujeitos de suas ações se autoproduzem em processos coletivos de natureza econômica, política e cultural na convivência livre com os demais sujeitos sociais.Este sujeito histórico não é algo separado, que interage com a realidade, mas é parte integrante desse meio social e histórico que atua. A educação cumpre esse papel ao contemplar os educandos com os instrumentos que lhes são indispensáveis e pertinentes através do ensino/aprendizagem, possibilitando que todos os sujeitos históricos se apropriem desses meios através da preparação para o trabalho, ingresso e participação crítica na vida social e política identificada em seu movimento histórico, articulada às vontades de todos os outros cidadãos reunidos no mesmo espaço e tempo social.O alicerce ético da humanidade se ajusta no reconhecimento de si mesmo como sujeito (individualidade), na liberdade e na autonomia e se constrói quando o ser humano incorpora estes valores.